Segundo o presidente do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), Carlos Loureiro, em entrevista ao Jornal Estado de Minas em abril de 2021 o preço do aço sofreu um terceiro aumento, chegando a 35% a mais do que nos anos anteriores.
O aumento no preço do aço como matéria-prima implica em um custo mais elevado na produção civil e na indústria mecânica. Onde é possível substituir o aço por concreto ou alumínio, o impacto não é tão grande, mas em setores onde o aço é essencial - como maquinários e equipamentos - o aumento é sentido, muitas vezes impactando no produto final.
Um grande fator responsável por essa disparada nos valores foi a desaceleração da produção por conta da pandemia, frente a uma demanda pelo produto cada vez maior no país. É o clássico caso de oferta e procura, onde, por exemplo, em aços laminados a produção alcançou a marca de 2,09 milhões de toneladas no mês, enquanto o consumo demandou 2,44 milhões de toneladas. Essa enorme disparidade é um grande indicativo de aumento de preços, situação que só foi vista em escala similar em agosto de 2013.
Uma solução apontada para as indústrias foi reduzir o período de duração dos estoques, de 3,5 meses para até 2 meses. Outra solução é recorrer às importações, que podem servir como uma alternativa ao aço brasileiro, mas que demanda estudo e um planejamento de viabilidade totalmente diferente.
A Hidromar, como indústria, foi afetada pelos altos valores do aço, mas continua buscando o preço justo para o consumidor final.
Fonte: Estado de Minas, Notícias Agrícolas